O Brasil venceu a final de cinco bolas do Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica neste domingo, 16 de agosto, em Frankfurt, na Alemanha, e conquistou o primeiro ouro da história do país em uma prova de conjunto da competição. A nota 29.450 ficou à frente da China, segunda colocada com 28.900, e da Bulgária, terceira com 28.400.
O título é também o primeiro de um país das Américas nesse tipo de disputa em Mundiais. Até este domingo, apenas Brasil e Estados Unidos possuíam medalha na história da prova entre representantes do continente. O conjunto brasileiro campeão é formado por Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Sofia Pereira. A sexta integrante do grupo, Nicole Pircio, não competiu nesta final.
No sábado, 15 de agosto, a mesma equipe já havia conquistado o bronze no conjunto geral do Mundial, resultado que garantiu ao Brasil vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028, reservada aos três primeiros colocados daquela disputa.
Em comunicado divulgado pela Confederação Brasileira de Ginástica, a treinadora Camila Ferezin, que assumiu a seleção quando o Brasil ocupava a 26ª posição no ranking mundial, comentou a conquista: “Quando assumi a Seleção Brasileira, éramos a 26ª equipe do mundo. Existia um sonho enorme, mas também sabíamos o tamanho do caminho que precisaríamos percorrer. Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal”. A técnica também destacou o trabalho coletivo por trás do resultado: “Essa medalha é fruto do trabalho de muitas mãos. É das nossas ginastas, que são extremamente disciplinadas, comprometidas. Mas é também de toda uma equipe que trabalha nos bastidores: treinadores, coreógrafos, profissionais da preparação física, fisioterapia, medicina, psicologia, nutrição, gestão.”
O ouro em Frankfurt é o terceiro resultado do Brasil em Mundiais da modalidade desde 2025. Naquele ano, na edição do Rio de Janeiro, a equipe havia conquistado a prata no conjunto geral, primeira medalha do país na história da competição. Já em 2026, o Brasil também havia vencido o geral na etapa de Milão da Copa do Mundo, antes de somar o bronze e, agora, o ouro em Frankfurt. Sobre a trajetória, Camila Ferezin resumiu: “Primeiro sonhamos em estar entre as melhores. Depois, começamos a competir de igual para igual com elas. E hoje estamos no lugar mais alto. Não aconteceu de um dia para o outro. Foram anos de trabalho, erros, acertos, lágrimas, renúncias e muita persistência”.
Ainda neste domingo, o conjunto brasileiro disputa a final da série mista, com três arcos e duas maças, prova em que se classificou com a segunda melhor nota, atrás apenas da Espanha.
