O Brasil conquistou a medalha de ouro por equipes do hipismo saltos nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026, em Rosário, sem dar chances aos rivais. A equipe brasileira, formada por Stephan Barcha, Gabriel Gouveia, José Roberto Reynoso e José Luiz Guimarães de Carvalho, assumiu a liderança já na véspera, ampliou a vantagem na segunda rodada desta quinta-feira, 24 de setembro, e confirmou o título pouco depois, na terceira rodada.
A disputa por equipes começou na quarta-feira, 23 de setembro, com a prova de velocidade. José Roberto Reynoso, Stephan Barcha e José Luiz Carvalho terminaram entre as três primeiras posições individuais e garantiram à seleção brasileira 1,74 ponto de penalização na classificação coletiva. Gabriel Gouveia também completou o percurso sem faltas, mas seus 2,90 pontos ficaram como descarte, já que a pontuação por equipes soma os três melhores resultados de cada rodada. A Argentina fechou o primeiro dia em segundo lugar, com 9,10 pontos perdidos, seguida pelo Chile, com 9,40.
Na primeira rodada desta quinta-feira, Gabriel Gouveia voltou a completar o percurso sem faltas, enquanto José Roberto Reynoso e Stephan Barcha somaram quatro pontos cada. Os oito pontos de José Luiz Carvalho foram descartados da conta por equipes. Com a rodada, o Brasil chegou a 9,74 pontos no acumulado e ampliou para 12,36 a vantagem sobre a Argentina, então na segunda colocação com 22,10. O zero de Gabriel Gouveia também o colocou na liderança provisória da disputa individual.
Com a folga acumulada, o Brasil já entrou na segunda rodada muito perto do ouro, já que podia somar até 12 pontos de penalização e ainda assim permanecer no topo do pódio. José Roberto Reynoso abriu a rodada com uma falta, somando quatro pontos, mas Gabriel Gouveia zerou o percurso novamente e deixou a equipe ainda mais próxima do título. A conquista foi selada no percurso de José Luiz Guimarães de Carvalho, que, montando Barbarella Jmen, cometeu apenas uma falta e somou quatro pontos de penalidade — resultado suficiente para garantir o ouro mesmo antes de Stephan Barcha entrar em ação, já que o pior resultado de cada rodada é descartado da soma final. Coube justamente a Barcha a pior participação entre os quatro brasileiros na final por equipes: com duas faltas cometidas, somou oito pontos perdidos, que também foram descartados da pontuação total.
O Brasil terminou a disputa com a medalha de ouro somando 17,74 pontos de penalização, apenas 4,36 a menos que a Argentina, que reagiu na última rodada com três cavaleiros zerando o percurso — Damián Ancic, Tomás Galilea e Lucas Mesa — e ficou com a prata. O Chile conquistou o bronze, com 33,4 pontos perdidos, e a Bolívia terminou em quarto lugar, com 47,78.
Nas classificatórias individuais, Gabriel Gouveia terminou na liderança. Montando Ratzinger Jmen, ele zerou os dois percursos desta quinta-feira e manteve os 2,90 pontos de penalidade que já trazia da estreia. A boliviana Karen Boos Pegler aparece em segundo lugar, com 5,31 pontos, a 2,41 do brasileiro. José Roberto Reynoso Fernandez Filho também avançou à final entre os três primeiros: depois de liderar no primeiro dia, somou quatro pontos em cada um dos percursos desta quinta-feira e ocupa a terceira posição, com 8,00 pontos, seguido de perto pelo argentino Damián Ancic, com 8,48. Os outros dois brasileiros da equipe campeã aparecem mais atrás na classificação individual: Stephan de Freitas Barcha é o 11º colocado, com 12,85 pontos, e José Luiz Guimarães de Carvalho, o 12º, com 12,89.
A final individual será neste sábado, 26 de setembro, com a primeira rodada às 12h e a segunda, que definirá as medalhas, às 14h30, no horário de Brasília.
