Maria Clara Pacheco segue imbatível. Neste sábado, 10 de outubro, a brasileira conquistou o título do Grand Prix de Paris de taekwondo, na França, e manteve a invencibilidade na temporada de 2026. Atual campeã mundial e líder do ranking da categoria até 57 kg, ela venceu quatro adversárias sem perder um único round e garantiu a sexta medalha de ouro do ano. Na decisão, superou a jordaniana Fadia Khirfan por 2 a 0, com parciais de 5 a 2 e 6 a 4.
A final teve sabor especial. Atual número dois do mundo, Khirfan foi responsável pela última derrota de Maria Clara no Grand Prix de Bangkok, em novembro de 2025, nas quartas de final, por 2 a 1. Foi a única competição em que a brasileira não chegou ao pódio desde os Jogos de Paris. A outra derrota do período foi para a chinesa Chuling Zhang, no Grand Slam Challenge de Wuxi, ainda em 2024. Desta vez, Maria Clara tomou o controle do combate desde os primeiros segundos: forçou duas punições da rival, uma por queda e outra por sair da área de luta, e abriu 5 a 0 com um chute na cabeça. A jordaniana pontuou com um golpe no peito, mas a brasileira administrou a vantagem e fechou o primeiro round em 5 a 2. No segundo, manteve a pressão, provocou nova punição por saída da área e foi a 6 a 0 em sequência de golpes. Nos instantes finais recebeu duas punições por evitar o combate, mas controlou a diferença e venceu por 6 a 4.
Aos 23 anos, Maria Clara chegou a 64 vitórias em 66 lutas desde o fim da Olimpíada de Paris. Em 2026, o aproveitamento é perfeito: 23 triunfos em 23 combates. O título em Paris foi o terceiro de Grand Prix na temporada, somado aos ouros nos Jogos Sul-Americanos, na President’s Cup e no Aberto do Brasil. Ela ainda pode conquistar todos os títulos de Grand Prix do ano, desde que vença também a etapa final, em Astana, no Cazaquistão, prevista para novembro.
O caminho até a decisão foi de domínio. Cabeça de chave, a brasileira estreou nas oitavas de final e não perdeu nenhum dos oito rounds disputados:
Oitavas de final: vitória sobre a francesa Kanelya Carabin por 2 a 0, com parciais de 15 a 0 e 12 a 5
Quartas de final: vitória sobre a iraniana Nahid Kiyanichandeh por 2 a 0, com parciais de 7 a 0 e 11 a 2
Semifinal: vitória sobre a cazaque Mariya Sevostyanova por 2 a 0, com parciais de 14 a 3 e 16 a 5
Final: vitória sobre a jordaniana Fadia Khirfan por 2 a 0, com parciais de 5 a 2 e 6 a 4
Outros três brasileiros competiram neste sábado no Grand Prix de Paris, mas não chegaram às semifinais. Vice-campeã mundial da categoria até 67 kg, Milena Titoneli caiu nas quartas de final para a grega Styliani Marentaki, campeã europeia, por 2 rounds a 1. Medalhista de bronze em Paris-2024, Edival Pontes, o Netinho, também parou nas quartas, na categoria até 68 kg, ao ser superado pelo sul-coreano Mun Jin-ho, campeão asiático, por 2 a 0. Também no até 68 kg, João Victor Diniz foi eliminado na estreia, derrotado por 2 a 0 pelo húngaro Omar Gergely Salim.
Na sexta-feira, 9 de outubro, primeiro dia da competição, Paulo Ricardo Melo teve o melhor resultado brasileiro ao chegar às quartas de final da categoria até 58 kg, quando foi superado de virada pelo espanhol Jesus Fraile Rodriguez. Na mesma categoria, Gabriel Ramos caiu na estreia diante do iraniano Mehdi Razmian, e Raiany Pereira também se despediu na primeira luta, derrotada pela chinesa Xu Lei.
O Grand Prix de Paris termina neste domingo, 11 de outubro, com mais três brasileiros em ação. O campeão mundial Henrique Marques e Vinicius Assis Matos competem na categoria até 80 kg, e Julia Silva Nazário representa o país na disputa feminina até 49 kg.
