Campeã mundial de taekwondo, vencedora de 10 das últimas 11 competições e algoz recente de algumas das principais rivais da categoria até 57kg. Essa é Maria Clara Pacheco, que chega a dois anos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 como uma das grandes esperanças de ouro do Brasil. A atleta é a convidada do OTD Entrevista desta quarta-feira, 12 de agosto, com episódio estreando às 18h no canal do Olimpíada Todo Dia no YouTube.
O principal argumento para colocar Maria Clara entre as favoritas ao ouro em Los Angeles está nos resultados recentes. A brasileira não apenas empilhou títulos, como venceu repetidamente adversárias que devem estar no caminho até o pódio olímpico. Desde Paris 2024, ela derrotou três vezes Kim Yu-jin, da Coreia do Sul, atual campeã olímpica da categoria até 57kg, nas finais do Grand Prix Challenge de Muju-2025, do Mundial de Wuxi-2025 e do Grand Prix de Roma-2026, todas por 2 a 0.
A atleta também transformou em combustível a derrota sofrida nos Jogos de Paris, quando foi eliminada nas quartas de final pela chinesa Luo Zongshi. No ciclo seguinte, reencontrou a rival e venceu duas vezes: na final do Grand Prix Challenge de Charlotte-2025 e no Mundial de Wuxi-2025.
No OTD Entrevista, Maria Clara fala sobre a fase dominante que vive na carreira e a meta de manter o ritmo até Los Angeles-2028. Questionada se já se imagina campeã olímpica, respondeu sem hesitação: “Todo dia”. Depois de Paris-2024, a atleta passou por mudanças importantes na carreira, amadureceu dentro e fora do tatame e transformou a frustração de não ter disputado uma medalha nos últimos Jogos em combustível para o ciclo seguinte.
Campeã mundial e dona de uma sequência impressionante de vitórias, Maria Clara já pode ser tratada como uma das novas estrelas olímpicas do Brasil. A entrevista também revela bastidores da trajetória recente da atleta, que fala sobre José Carlos, seu namorado e treinador, e explica como os dois conciliam a relação pessoal com a rotina de treinos e competições. Maria Clara ainda relembra o período em que treinou em uma igreja antes de se tornar campeã mundial, estrutura improvisada que marcou uma fase de dificuldades e ajudou a formar a atleta que hoje chega ao ciclo olímpico como uma das grandes esperanças do país.
